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Home Biografia

Biografia: Gonçalves Dias

Gonçalves Dias (1823-1864) foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro.

Por Amilton Farias
15/01/2024 - 23:47
em Biografia
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

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É lembrado como o grande poeta indianista da Primeira Geração Romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras.

Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça viveu em um meio social conturbado. Durante os anos da infância, ajudou seu pai no comércio, ao mesmo tempo, que recebeu educação de um professor particular.

Em 1838, viajou para Coimbra e ingressou no Colégio das Artes, onde concluiu o curso secundário. Em 1840 matriculou-se na Universidade de Direito de Coimbra, onde teve contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho.

Carreira Literária

Durante sua permanência em Coimbra, escreveu a maior parte de suas obras, inclusive a famosa “Canção do Exílio” (1843), onde expressa o sentimento da solidão e do exílio. Em 1845, depois de formado em Direito, Gonçalves Dias retornou para o Maranhão, indo no ano seguinte morar no Rio de Janeiro procurando integrar-se ao meio literário.

Em 1847, com a publicação de “Primeiros Cantos”, conseguiu sucesso e o reconhecimento do público. Recebeu elogios de Alexandre Herculano, poeta romântico português. Ao apresentar o livro, Gonçalves Dias confessa: “Dei o nome Primeiros Cantos às poesias que agora publico, porque espero que não sejam as últimas”. Em 1848 publica o livro “Segundos Cantos”.

Em 1849, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreveu para várias publicações, entre elas, o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Nessa época funda a Revista Literária Guanabara.

Em 1851, Gonçalves Dias publica o livro, “Últimos Cantos”. Regressa ao Maranhão e conhece Ana Amélia Ferreira do Vale, por quem se apaixona, mas por ser mestiço não tem o consentimento da família dela que proíbe o casamento. Mais tarde casa-se com Olímpia da Costa.

Gonçalves Dias exerceu o cargo de oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros, foi várias vezes à Europa e em 1854, em Portugal, encontra-se com Ana Amélia, já casada. Esse encontro inspira o poeta a escrever o poema “Ainda Uma Vez — Adeus!”.

Em 1862, Antônio Gonçalves Dias vai à Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarca de volta no dia 10 de setembro de 1864, porém o navio francês Ville de Boulogne em que estava, naufraga perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, onde o poeta falece.

Gonçalves Dias faleceu na costa do Maranhão, no dia 3 de novembro de 1864.

Primeira Geração de Poetas Românticos

Gonçalves Dias é considerado o grande poeta romântico brasileiro. A história do Romantismo no Brasil se confunde com a própria história política da primeira metade do século XIX. A Independência política, em 1822, despertou a consciência de se criar uma cultura brasileira identificada com as raízes históricas, linguísticas e culturais.

Gonçalves Dias fez parte da Primeira Geração de “poetas” românticos brasileiros. Sua obra poética apresenta os gêneros lírico e épico. Na lírica, os temas mais comuns são: o índio, o amor, a natureza, a pátria e a religião. Na épica, canta os feitos heroicos dos índios.

O Indianismo

Gonçalves Dias é o mais célebre poeta indianista. Exaltou a coragem e a valentia do índio, que passa a ser o personagem principal, o herói. Entre os principais poemas indianistas destacam-se: “Marabá”, “O Canto do Piaga”, “Leito de Folhas Verdes” e principalmente, “I-Juca Pirama” – considerado o mais perfeito poema épico indianista da literatura brasileira.

O famoso poema “I-Juca Pirama” foi desenvolvido em dez cantos, e focaliza o lamento do guerreiro tupi, preso em uma aldeia tibira:

“Meu canto de morte, Guerreiros ouvi: Sou filho das selvas, Nas selvas cresci; Guerreiros, descendo Da tribo tupi. Da tribo pujante, Que agora anda errante por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros ouvi.” (… )

O Amor

A parte amorosa contida em seus versos foi inspirada por Ana Amélia Ferreira do Vale. O poeta amou a jovem, cujo casamento não foi permitido pela família. A recusa causa-lhe penosos sofrimentos, por ele registrados nos poemas: “Se Se Morre de Amor”, “Minha Vida e Meus Amores” e o mais conhecido poema de amor impossível – “Ainda Uma Vez – Adeus”:

“Enfim te vejo! – enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te Que não cessei de querer-te Apesar de quanto sofri. Muito pensei. Cruas ânsias, Dos teus olhos afastados, Houveram-me acabrunhados, A não lembrar-me de ti. (…) Adeus que eu parto, senhora! Negou-me o fado inimigo Passa a viver comigo, Tem sepultura entre os meus.” (…)

A Natureza

Como poeta da natureza, Gonçalves Dias canta as florestas e a imensa luz do sol. Seus poemas sobre os elementos naturais conduzem seu pensamento a Deus. Sua poesia sobre a natureza se entrelaça com o saudosismo. Sua nostalgia o remete à infância, Na Europa sente-se exilado e é levado até sua terra natal através da “Canção do Exílio” um clássico de nossa literatura:

Canção do Exílio

“Minha terra tem palmeiras, Onde Canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.”

Obras de Gonçalves Dias

  • Beatriz Cenci, teatro, 1843
  • Canção do Exílio, 1843
  • Patkull, teatro, 1843
  • Meditação, 1845
  • O Canto do Piaga, 1846
  • Primeiros Cantos, 1847
  • Leonor de Mendonça, 1847
  • Segundos Cantos, 1848
  • Sextilhas do Frei Antão, 1848
  • Últimos Cantos, 1851
  • I – Juca Pirama, 1851
  • Cantos, 1857
  • Os Timbiras,1857 (inacabado)
  • Dicionário da Língua Tupi, 1858
  • Liria Varia, 1869, obra póstuma)
  • Canção do Tamoio
  • Leito de Folhas Verdes
  • Marabá
  • Se se Morrer de Amor
  • Ainda Uma Vez
  • Seus Olhos
  • Canto de Morte
  • Meu Anjo, Escuta
  • Olhos Verdes
  • O Canto do Guerreiro
  • O Canto do Índio
  • Se Te Amo, Não Sei
Tags: biografiahistóriamemória
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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