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Home Geral

Biografia: Jorge Amado

Por Amilton Farias
03/11/2023 - 14:17
em Geral
Foto: Reprodução

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Jorge Amado de Farias nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, Bahia, e passou a infância entre sua cidade natal e Salvador. Ele estudou por muitos anos em escola de regime interno: primeiro no Colégio Antônio Vieira e, depois, no Ginásio Ipiranga, nos quais começou a desenvolver seu lado de escritor com a criação do jornalzinho A luneta, que distribuía para colegas e parentes, e os jornalísticos A Pátria e A Folha, do grêmio estudantil.

Em 1927, ainda estudante, mas do regime de externato, Jorge começou a trabalhar como repórter no Diário da Bahia. Nessa época ainda, ele recebeu a titulação no candomblé. Jorge Amado foi aprovado na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro em 1931. Nesse mesmo ano, seu primeiro romance, O país do Carnaval, foi publicado e recebeu elogios.

Em razão do seu envolvimento com o comunismo, como a maioria dos escritores da época, ele viu seu romance seguinte, Cacau, ser apreendido por policiais. Por esse motivo, o escritor passou certo tempo exilado na Argentina. Mais tarde, entre 1936 e 1937, Jorge foi preso por opor-se ao Estado Novo. Contudo, antes mesmo desse tempo na prisão, o livro Cacau foi publicado e também tornou-se um sucesso entre as críticas.

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Em dezembro de 1933, o escritor baiano casou-se com a primeira mulher, Matilde Garcia Lopes, com quem teve uma filha, Eulália. Um ano depois, ele publicou os romances Suor e Jubiabá e formou-se em Direito, quando começaram, então, as perseguições que o levariam depois à detenção. O livro Mar morto foi publicado e recebeu o prêmio Graça Aranha.

Enquanto Jorge Amado viajava para o exterior, o livro Capitães de Areia era publicado e, de volta ao Brasil, o escritor foi preso novamente quando tentava escapar indo para Manaus. Milhares de exemplares de seus livros publicados, tidos como revolucionários, foram queimados em Salvador por ordem militar.

Após pouco tempo na prisão, Jorge foi solto em 1938, quando mudou-se para São Paulo. Seus livros começaram a ser traduzidos e publicados no exterior. Ainda envolvendo-se com questões de ordem política, tornou-se redator das revistas Dom Casmurro e Diretrizes. Em 1942, ele publicou em Buenos Aires a biografia A vida de Luís Carlos Prestes, com o intuito de ajudar na anistia do comunista.

Mais uma vez, Jorge foi preso ao desembarcar em Porto Alegre e, então, foi proibido de sair das terras de Salvador. Naquela época, ele publicou o livro Terras do sem fim, que não chegou a ser censurado. O escritor separou-se de Matilde em 1944.

Em 1946, Jorge Amado passou a envolver-se mais intensamente com a política e candidatou-se a deputado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Apesar de eleito, ele teve o mandato suspenso por alegação de ilegalidade do partido. Nesse período, o escritor conheceu Zélia Gattai, com quem passou a viver. Em 1946, ele publicou o romance sobre a seca Seara Vermelha. Um ano depois, Jorge lançou O amor de Castro Alves e nasceu seu primeiro filho, João Jorge.

Em 1949, sua filha Eulália morreu de causas não conhecidas. Por muito tempo, Jorge Amado viajou pela Europa, chegando a ir à China e Mongólia, e escreveu O mundo da paz, no qual fez referências aos países socialistas visitados. Em 1951, nasceu a filha Paloma e, no ano seguinte, o escritor voltou ao Brasil.

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Jorge Amado fixou residência no Rio de Janeiro e passou a produzir e viver da literatura modestamente. Então, em 1958, ele escreveu Gabriela, cravo e canela, livro que lhe rendeu várias premiações, além de ter sido adaptado para a TV. Nessa época, Jorge recebeu de uma mãe de santo um dos mais altos títulos do candomblé. Um tempo depois, o escritor lançou Dona Flor e seus dois maridos, que também apareceu nas telas mais tarde.

Jorge Amado sofreu um edema pulmonar no ano de 1996 e, logo depois, foi submetido a uma angioplastia. A partir de então, ele passou por uma vida de privações e de tristeza, pois não conseguia mais enxergar direito e, por isso, tinha dificuldade em ler e escrever e por não poder comer mais o que gostava. Em 2001, ele foi internado com crise de hiperglicemia e teve uma fibrilação cardíaca. Jorge voltou para sua casa, mas passou mal novamente e acabou morrendo no dia 6 de agosto, em Salvador, aos 88 anos de idade.

Temas das obras de Jorge Amado

Jorge Amado é considerado um representante da segunda fase do Modernismo no Brasil, voltada aos romances regionalistas. No entanto, sua obra é dividida pelos críticos literários em:

  • Romances da Bahia ou proletários que retratam a vida na cidade de Salvador, como é o caso de Suor, O país do Carnaval e Capitães da areia.
  • Romances ligados ao ciclo do cacau, que correspondem aos livros Cacau e Terras do sem fim.
  • Crônicas de costumes, começadas com Jubiabá e Mar Morto e estendendo-se por Gabriela, cravo e canela.

Obras de Jorge Amado

→ Romances

  • O país do carnaval (1931)
  • Cacau (1933)
  • Suor (1934)
  • Jubiabá (1935)
  • Mar Morto (1936)
  • Capitães da areia (1937)
  • Terras do sem-fim (1942)
  • São Jorge dos Ilhéus (1944)
  • Seara vermelha (1946)
  • Os subterrâneos da liberdade (1952)
  • Gabriela, cravo e canela (1958)
  • Dona flor e seus dois maridos (1967)
  • Tenda dos milagres (1970)
  • Teresa Batista cansada de guerra (1973)
  • Tieta do agreste (1977)
  • Farda, fardão e camisola de dormir (1979)

→ Novelas

  • Os velhos marinheiros (1961)
  • Os pastores da noite (1964)

→ Biografias

  • ABC de Castro Alves (1941)
  • Vida de Luís Carlos Prestes, o cavaleiro da esperança (1945)

→ Teatro

  • O amor de Castro Alves, reeditado como O amor do soldado (1947)

Tags: Geral
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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