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Home Biografia

Biografia: Dina Sfat

Por Amilton Farias
06/08/2024 - 23:46
em Biografia
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

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Filha de imigrantes judeus poloneses, Dina Kutner nasceu no dia 28 de outubro de 1938, na cidade de São Paulo. Na década de 1960, passou a adotar o sobrenome Sfat em homenagem a cidade natal de sua mãe. Com 16 anos, completou os cursos de secretariado e datilografia. Pouco tempo depois, já trabalhava como secretária no Centro Acadêmico de Engenharia da Universidade Mackenzie. Foi nesse período que surgiu seu interesse pelo teatro.

A estreia de Dina Sfat nos palcos foi em 1962, quando interpretou a personagem Manuela, namorada do filho do protagonista em Os Fuzis da Senhora Carrar de Bertolt Brecht. A peça ganhou o prêmio de melhor espetáculo do ano no Festival Nacional de Estudantes. Durante esse período, participou de mais de 12 peças. Também na década de 1960, conseguiu transitar livremente nos dois grupos de teatro mais importantes da época: Teatro de Arena de São Paulo, onde atuou na peça Arena Conta Zumbi, de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, e no Teatro Oficina, onde fez enorme sucesso ao substituir Ítala Nandi no espetáculo O Rei da Vela, dirigido por José Celso Martinez.

Durante o trabalho no Teatro de Arena, Dina Sfat conheceu o ator e diretor Paulo José, com quem se casou. O primeiro trabalho na televisão foi na novela Ciúme, de Thalma de Oliveira, na TV Tupi, em 1966. Nesse mesmo ano, também atuou no cinema, nos filmes Três Histórias de Amor, de Alberto D´Aversa, e Corpo Ardente, de Walter Hugo Khoury.

A atriz participou também das novelas A Intrusa (TV Tupi), de Geraldo Vietri, Acorrentados (TV Record), de Janete Clair, e Os Fantoches (TV Excelsior), de Ivani Ribeiro. Em 1969, fez o seu primeiro grande personagem no cinema, interpretou a guerrilheira Cy no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Com essa atuação a atriz marcou seu nome no imaginário brasileiro. Em 1970, começava a sua carreira na Globo, onde participou de 12 novelas e integrou o elenco de vários programas, como o Caso Especial e Aplauso.

Na Globo, Dina Sfat viveu personagens inesquecíveis e conquistou a simpatia do público, mesmo quando interpretava vilãs. O primeiro trabalho na emissora foi na novela Verão Vermelho, de Dias Gomes. Na época, a atriz, grávida de sua primeira filha, a também atriz Bel Kutner, interpretou Adriana que também engravidou durante a trama. Bel Kutner nasceu dois dias depois que a personagem deu à luz na história.

Em 1971, com a novela O Homem que Deve Morrer, Janete Clair passou a escrever personagens especialmente para a atriz. Dina Sfat participou de quatro novelas da escritora: Selva de Pedra (1972), Fogo sobre Terra (1974), O Astro (1977) e Eu Prometo (1983). Suas personagens eram sempre mulheres complexas, algumas más, mas sempre fortes, determinadas e provocadoras.

Um dos maiores sucessos da atriz na televisão foi a vilã Fernanda, na primeira versão da novela Selva de Pedra. Na trama, ela se envolve com Cristiano (Francisco Cuoco) marido de Simone (Regina Duarte). Quando todos pensam que Simone morreu em um acidente de carro, Fernanda tenta se casar a qualquer custo com Cristiano, mas é abandonada por ele no altar.

Em 1975, na novela Gabriela, dirigida por Walter Anvancini, um dos maiores sucessos da Rede Globo, a atriz se destacou como Zarolha, a bela e atrevida rapariga do cabaré Bataclan. Ela era a preferida do turco Nacib (Armando Bógus), antes dele conhecer Gabriela (Sônia Braga). Para dar vida à personagem, a atriz usou uma maquiagem que fechava levemente um de seus olhos. No ano seguinte, em Saramandaia, novela de realismo fantástico de Dias Gomes, a atriz fez Risoleta que se envolveu com Aristóbulo Camargo (Ary Fontoura). Porém, a dona do bordel Bole-Bole não sabia que seu par romântico era o lobisomem da trama.

Além das novelas, Dina Sfat participou das minisséries Avenida Paulista e Rabo de Saia. Atuou em Casos Especiais, como Quem Era Shirley Temple?, Poema Barroco e A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, e no episódio Vestido de Noiva do programa Aplauso.

Em 1987, a atriz recebeu um convite do então diretor de jornalismo Armando Nogueira para fazer uma viagem à União Soviética e mostrar de que forma o processo de abertura política – a glasnost – influenciou as manifestações artísticas daquele país. A experiência da atriz foi ao ar no programa Globo Repórter.

Dina Sfat também lutou contra a ditadura e pela liberdade de imprensa. Ela – que integrou o grupo Teatro de Arena durante o golpe militar de 1964 – presenciou amigos serem perseguidos pelo regime e vivenciou uma forte censura sobre a classe artística no período. Em julho de 1981, a atriz participou de uma edição do programa Canal Livre, na qual o entrevistado era o general Dilermando Monteiro, ex-comandante do II Exército. A atriz passou o programa inteiro calada e, quando foi convocada pelo apresentador a fazer uma pergunta, afirmou: “Eu tenho medo de generais.”

Em 1984, Dina Sfat e dezenas de outros artistas percorreram o país, apoiando a campanha pelas Diretas Já. No ano seguinte, com a morte de Tancredo Neves, presidente eleito pelo Colégio Eleitoral após o fim da Ditadura, a atriz se disse desiludida e partiu para uma temporada de oito meses com suas três filhas na Europa. No livro Dina Sfat: Palmas para que Te Quero, conta que chegou a ser reconhecida nas ruas de Lisboa pelos trabalhos na novela O Astro e na minissérie Avenida Paulista.

No cinema, além de Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, a atriz atuou em diversos filmes, como Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra; Tati, a Garota (1973), de Bruno Barreto; O Homem do Pau-Brasil (1981), de Joaquim Pedro de Andrade; e em O Judeu, de Jom Tob Azulay, que foi finalizado em 1996. No teatro, os trabalhos mais marcantes foram A Mandrágora (1975), de Maquiavel com direção de Paulo José; O Santo Inquérito, de Dias Gomes com direção de Flávio Rangel; e Hedda Gabler (1982), de Henrik Ibsen com direção de Gilles Gwizdeck.

Dina Sfat teve um câncer de seio diagnosticado em 1985. Quatro anos depois, a atriz não resistiu à doença e morreu em casa, ao lado das filhas e amigos. Seu último trabalho foi na novela Bebê a Bordo, em 1988. Ela interpretou Laura, mãe de Ana, personagem de Isabela Garcia e protagonista da trama.

Tags: biografiahistóriamemória
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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