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Home Biografia

Biografia: Nadežda Konstantinovna Krupskaja

Muitas pessoas conhecem Nadezhda Krupskaya apenas como a companheira de Lênin, mas ela foi uma política e revolucionária bolchevique graças aos seus próprios esforços.

Por Amilton Farias
08/09/2024 - 09:46
em Biografia
Foto: Reprodução/Nadezhda Krupskaya em atividade de construção da pedagogia socialista durante os primeiros anos da revolução russa.

Foto: Reprodução/Nadezhda Krupskaya em atividade de construção da pedagogia socialista durante os primeiros anos da revolução russa.

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Ela esteve imensamente envolvida em diversas atividades políticas e projetos educacionais: inclusivamente servindo como ministra interina da Educação na União Soviética de 1929 até á sua morte, em 1939.

Antes da revolução, ela foi secretária do jornal político Iskra, gerindo toda a correspondência que atravessava o continente europeu, muita da qual tinha que ser codificada.

Depois da revolução, dedicou a sua vida à melhoria nas oportunidades educacionais para trabalhadores e camponeses, como por exemplo, a sua luta para tornar as bibliotecas disponíveis a toda a população.

Nascida em São Petersburgo, no dia 26 de fevereiro de 1869, Nadežda Konstantinovna Krupskaja, foi uma revolucionária bolchevique e pedagoga russa , casada com o líder revolucionário Vladimir Lênin em 1898.

Após a Revolução de 1917, participou do governo e teve importante papel na luta contra o analfabetismo na Rússia.

Suas concepções sobre educação teriam grande influência no estabelecimento de novos métodos e práticas de ensino na URSS.

Foi também uma das organizadoras do sistema bibliotecário soviético.

Filha de um oficial das Forças Armadas do Império Russo, teve que interromper seus estudos aos 14 anos de idade, após a morte do pai.

Mais tarde, entre 1889 e 1890, retomaria os estudos, estudando pedagogia numa escola superior feminina. Adepta dos ideais de Tolstoi, Krupskaja lecionou, de 1891 a 1896 em uma escola dominical noturna frequentada por trabalhadores.

Descobre o marxismo e participa de círculos de discussão clandestinos sobre o assunto.

Nesse ambiente, encontra Lênin em 1894. Lenin e Nadežda passam a se frequentar habitualmente e, em 1895, ambos estariam entre os fundadores da organização social-democrata União de Luta pela Emancipação da Classe Operária.

Em dezembro de 1895, Lênin é preso.

Pouco depois, é a vez de Krupskaja, que é detida durante as greves de 1896, sendo posteriormente condenada a seis meses de cadeia e três anos de deportação na Sibéria , onde já estava Lênin.

Lá, os dois se casam em 10 de julho de 1898.

Em 1901, o casal emigra para Munique e, depois, para Londres.

Voltam à Rússia, onde permanecem de 1905 a 1908.

Segue-se um novo exílio.

Krupskaja torna-se uma das maiores colaboradoras de Lênin, dedicando-se particularmente ao estudo de problemas pedagógicos e à formulação de um projeto de organização do ensino realmente formador, no contexto de um hipotético Estado proletário.

Após a vitória dos bolcheviques em 1917, Nadežda, apesar de ser a companheira de Lênin, não ocupará nem reivindicará uma posição de primeiro plano na burocracia soviética.

No entanto, como adjunta do Comissário do Povo para a Instrução, Anatóli Lunatcharski, foi capaz de definir as bases de um novo sistema educacional.

Segundo Krupskaja, era preciso destruir a antiga escola e criar uma outra, que fosse capaz de responder às exigências do sistema socialista nascente, com a unificação do sistema de ensino e a gestão centralizada, assegurando-se a continuidade do ensino básico ao superior e estabelecimentos gratuitos, abertos à totalidade da população.

Mas o primeiro passo era a erradicação do analfabetismo.

Em 1919, um decreto governamental determinou a eliminação do analfabetismo entre os cidadãos de 8 a 50 anos .

Em 1920, foi criada a Comissão Extraordinária para a Eliminação do Analfabetismo, encarregada de coordenar os esforços de todas as organizações de alfabetização da Rússia.

Jovens estudantes, professores e intelectuais se associaram num esforço nacional, cujo lema era: “Que aquele que sabe ler e escrever ensine àquele que não sabe”.

Entre 1920 e 1940, cerca de 60 milhões de adultos foram alfabetizados, enquanto a quase totalidade dos jovens foi escolarizada. 1

Vencido o primeiro passo na educação de adultos, ainda havia muito a fazer. “Não podemos nos contentar em apenas ensinar os alunos a ler, escrever e contar”, pontificava Krupskaja.

“Eles devem conhecer os elementos científicos de base, sem os quais não serão capazes de levar uma vida consciente”.

Assim, defendia o estudo das ciências naturais – visando permitir uma compreensão materialista dos fenômenos naturais e o uso racional das forças da natureza – e das ciências sociais – para compreender as relações de classes e as formas do desenvolvimento social.

Defendia, assim, um ensino de caráter generalista, orientado para uma concepção científica do mundo.

Suas ideias sobre o ensino politécnico – ligando a teoria à prática, a escola à vida – sobre a iniciação profissional, a autogestão na escola, a estreita ligação entre a família e a coletividade, assim como sua análise crítica da pedagogia tradicional, tanto da Rússia como de outros países, são até hoje reconhecidas como uma contribuição fundamental para o desenvolvimento da pedagogia na URSS.

Após a morte de Lênin e em meio às lutas políticas que se travaram no interior do Partido Comunista , Nadejda Krupskaja, cujas relações, tanto pessoais como políticas, com Stalin se haviam deteriorado ao longo da doença de Lênin (1922-1923), foi sendo pouco a pouco afastada da cena política pelo Partido, até ficar reduzida a um papel meramente honorífico.

Já em 1926, ela confidencia : “Se Volodya [Lênin] fosse vivo, a esta hora estaria na prisão”.

Ela chegou a fazer parte do comitê central em 1927 e, em 1929, foi comissária adjunta da Instrução.

Participou da Oposição Unificada, com Kamenev e Zinoviev, e, após a capitulação de ambos, Krupskaja assistiu, em silêncio desesperado, à liquidação de toda a velha guarda bolchevique, entre 1934 e 1938.

Faleceu em 1939, aos 70 anos.

Tags: biografiahistóriamemória
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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