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Home História

Jornalismo sanguinário: a influência dos programas policiais na democracia brasileira

Análise discute a manutenção de privilégios através da "indústria do crime" na TV aberta e o papel do Estado como promotor da violência seletiva.

Por Amilton Farias
08/01/2015 - 06:00
em História
Como o entretenimento baseado na violência gera audiência e dividendos políticos. Foto: Reprodução

Como o entretenimento baseado na violência gera audiência e dividendos políticos. Foto: Reprodução

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Foz do Iguaçu – PR. Vivemos envoltos em um discurso que sustenta a violência como fruto de um fatalismo da desigualdade. Essa narrativa causa horror à manutenção da ordem social e assusta tanto quem reivindica seus privilégios quanto aqueles que sequer podem tê-los. A barbárie, muitas vezes oculta por trás da ostentação dos “donos do Brasil”, malogra a felicidade das pessoas e se manifesta, de forma mais cruenta, na televisão.

Identificar a origem dessa violência e achar uma solução para ela são os desafios postos. Para alguns, a solução simplista resume-se no bordão “bandido bom é bandido morto”, um discurso que mira o modelo de vida dos pobres e é repetido à exaustão por formadores de opinião na TV aberta brasileira, especialmente nos horários de almoço.

O entretenimento sanguinário e a seletividade policial

Programas como Brasil Urgente, Balanço Geral e Cidade Alerta transformaram a violência em entretenimento. Seus apresentadores e os “oficiais da lei” retratados são sempre animados em mostrar a “realidade”, mas raramente vemos a polícia subindo o Planalto Central ou o Palácio da Guanabara para fazer valer a verdadeira justiça social.

O Estado apoia essa dinâmica através de seu sistema de justiça. De um lado, a polícia executa a ação penal; do outro, a mídia atua como o agente publicitário dessa versão da realidade. O policial, como agente do Estado, foca sua mira nas favelas e periferias, enquanto o “bandido” — geralmente anônimo até se tornar um número em presídios superlotados — é apresentado como a única face do crime.

A fé pública na repressão e o financiamento político

A mídia deposita na ação policial uma espécie de fé pública, publicizando a atuação efetiva do Estado não pela garantia dos direitos humanos, mas pelas mãos de sua milícia política. É importante notar que o Estado não é neutro; ele representa interesses claros, visíveis quando observamos o financiamento de campanhas eleitorais.

A programação policialesca é apelativa ao cobrar rigor extremo, defendendo pautas como:

  • A redução da maioridade penal;

  • O fortalecimento do aparato de perseguição;

  • O linchamento e a pena de morte (mesmo que de forma velada).

Esses “animadores” da audiência, apesar de ignorarem os direitos humanos básicos, utilizam o carisma para se elegerem eleitoralmente, transformando a audiência em currais eleitorais sob pautas heroicas.

Fascismo sofisticado e o exílio da democracia

Vivemos hoje o que se pode chamar de exílio da democracia. O fascismo em nosso tempo é sofisticado, assim como a violência. A combinação entre Estado, Polícia e Mídia torna-se perigosa para quem ousa defender a radicalização dos direitos sociais e humanos — especialmente para jovens, negros e pobres.

A mesma estrutura herdada de 1964 continua com o aval de parte do judiciário e do executivo. Nas ruas, transformadas em campos de batalha, a fúria das periferias se expressa contra um sistema que acumula tensões de longa data. Em um ano de exultação de privilégios, como foi 2014, o desafio permanece sendo a transformação do que está posto para que a democracia deixe de ser apenas um conceito e passe a ser uma prática para todos.

Comissão Nacional dos Pontos de Cultura cobra R$ 2 bilhões para a Lei Cultura Viva

Tags: Anarquismofatos históricoshistóriamemória
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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