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Home Política

Bolsonaro oferece cargos aos corruptos

Por Amilton Farias
02/02/2024 - 07:26
em Política
Bolsonaro e seus velhos amigos da velha política: Valdemar Costa Neto, Roberto Jefferson e Ciro Nogueira. Fotomontagem HP

Bolsonaro e seus velhos amigos da velha política: Valdemar Costa Neto, Roberto Jefferson e Ciro Nogueira. Fotomontagem HP

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Jair Bolsonaro está tentando comprar apoios, no velho toma lá, dá cá, oferecendo cargos do governo para tentar diminuir seu isolamento e enfraquecer o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo o jornal O Globo, o governo federal ofereceu, por exemplo, a chefia da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba), com orçamento de R$ 1,62 bilhão, que é dirigida por Marcelo Andrade Moreira Pinto, indicado de Elmar Nascimento (BA), ex-líder do DEM na Câmara.

O comando da estatal seria entregue ao PP do senador Ciro Nogueira, que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, sob a acusação liderar um esquema para desviar dinheiro da Petrobrás.

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Nesse ano, em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República denunciou Ciro Nogueira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 7,3 milhões em “vantagens indevidas” (leia-se propina) da construtora Odebrecht. A investigação tem origem na Operação Lava Jato.

Além disso, Bolsonaro quer dar a direção e as superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje com militares, para o PL de Valdemar Costa Neto.

Valdemar Costa Neto é da “velha política”, que Bolsonaro alardeia ser contra, da corrupção. Ele foi julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão. Também foi citado na Operação Lava Jato por receber propina.

O Banco do Nordeste, com orçamento de R$ 29 bilhões, também está no pacote. Bolsonaro negocia a entrega do comando do órgão com caciques do PP, Republicanos e PL.

Outra fatia considerável do orçamento público colocada na mesa pelo presidente é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com verba de R$ 54 bilhões.

Comenta-se que Bolsonaro estaria disposto a recriar o extinto Ministério do Trabalho para entregar ao comando do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Bolsonaro já foi do PTB e liderado de Roberto Jefferson, de quem se tornou muito amigo. 

Jefferson foi réu confesso, condenado e preso por corrupção no chamado “mensalão”. Ele foi condenado a mais de 10 anos pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pena que foi reduzida para 7 anos e 14 dias, beneficiado por um acordo de delação.

Ele confessou que recebeu R$ 4 milhões de propina para apoiar o governo Lula. Por conta disso, em 14 de setembro de 2005, teve ainda seu mandato cassado por 313 votos contra 156 e perdeu seus direitos políticos por oito anos.  

Para apoiar o governo de Michel Temer, ele indicou sua filha, a ex-deputada Christiane Brasil para ocupar o Ministério do Trabalho. Mas a nomeação foi barrada pela Justiça e Jefferson acabou desistindo de indicar sua filha ao posto diante do desgaste.

Jair Bolsonaro está tentando comprar apoios, no velho toma lá, dá cá, oferecendo cargos do governo para tentar diminuir seu isolamento e enfraquecer o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo o jornal O Globo, o governo federal ofereceu, por exemplo, a chefia da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba), com orçamento de R$ 1,62 bilhão, que é dirigida por Marcelo Andrade Moreira Pinto, indicado de Elmar Nascimento (BA), ex-líder do DEM na Câmara.

O comando da estatal seria entregue ao PP do senador Ciro Nogueira, que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, sob a acusação liderar um esquema para desviar dinheiro da Petrobrás.

Nesse ano, em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República denunciou Ciro Nogueira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 7,3 milhões em “vantagens indevidas” (leia-se propina) da construtora Odebrecht. A investigação tem origem na Operação Lava Jato.

Além disso, Bolsonaro quer dar a direção e as superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje com militares, para o PL de Valdemar Costa Neto.

Valdemar Costa Neto é da “velha política”, que Bolsonaro alardeia ser contra, da corrupção. Ele foi julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão. Também foi citado na Operação Lava Jato por receber propina.

O Banco do Nordeste, com orçamento de R$ 29 bilhões, também está no pacote. Bolsonaro negocia a entrega do comando do órgão com caciques do PP, Republicanos e PL.

Outra fatia considerável do orçamento público colocada na mesa pelo presidente é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com verba de R$ 54 bilhões.

Comenta-se que Bolsonaro estaria disposto a recriar o extinto Ministério do Trabalho para entregar ao comando do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Bolsonaro já foi do PTB e liderado de Roberto Jefferson, de quem se tornou muito amigo. 

Jefferson foi réu confesso, condenado e preso por corrupção no chamado “mensalão”. Ele foi condenado a mais de 10 anos pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pena que foi reduzida para 7 anos e 14 dias, beneficiado por um acordo de delação.

Ele confessou que recebeu R$ 4 milhões de propina para apoiar o governo Lula. Por conta disso, em 14 de setembro de 2005, teve ainda seu mandato cassado por 313 votos contra 156 e perdeu seus direitos políticos por oito anos.  

Para apoiar o governo de Michel Temer, ele indicou sua filha, a ex-deputada Christiane Brasil para ocupar o Ministério do Trabalho. Mas a nomeação foi barrada pela Justiça e Jefferson acabou desistindo de indicar sua filha ao posto diante do desgaste.

Como se não bastasse, a Procuradoria-Geral da República denunciou ele e Christiane por integrar uma organização criminosa com atuação num esquema corrupto de registros sindicais ilegais no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Por Hora do Povo

Jair Bolsonaro está tentando comprar apoios, no velho toma lá, dá cá, oferecendo cargos do governo para tentar diminuir seu isolamento e enfraquecer o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo o jornal O Globo, o governo federal ofereceu, por exemplo, a chefia da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba), com orçamento de R$ 1,62 bilhão, que é dirigida por Marcelo Andrade Moreira Pinto, indicado de Elmar Nascimento (BA), ex-líder do DEM na Câmara.

O comando da estatal seria entregue ao PP do senador Ciro Nogueira, que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, sob a acusação liderar um esquema para desviar dinheiro da Petrobrás.

Nesse ano, em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República denunciou Ciro Nogueira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 7,3 milhões em “vantagens indevidas” (leia-se propina) da construtora Odebrecht. A investigação tem origem na Operação Lava Jato.

Além disso, Bolsonaro quer dar a direção e as superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje com militares, para o PL de Valdemar Costa Neto.

Valdemar Costa Neto é da “velha política”, que Bolsonaro alardeia ser contra, da corrupção. Ele foi julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão. Também foi citado na Operação Lava Jato por receber propina.

O Banco do Nordeste, com orçamento de R$ 29 bilhões, também está no pacote. Bolsonaro negocia a entrega do comando do órgão com caciques do PP, Republicanos e PL.

Outra fatia considerável do orçamento público colocada na mesa pelo presidente é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com verba de R$ 54 bilhões.

Comenta-se que Bolsonaro estaria disposto a recriar o extinto Ministério do Trabalho para entregar ao comando do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Bolsonaro já foi do PTB e liderado de Roberto Jefferson, de quem se tornou muito amigo. 

Jefferson foi réu confesso, condenado e preso por corrupção no chamado “mensalão”. Ele foi condenado a mais de 10 anos pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pena que foi reduzida para 7 anos e 14 dias, beneficiado por um acordo de delação.

Ele confessou que recebeu R$ 4 milhões de propina para apoiar o governo Lula. Por conta disso, em 14 de setembro de 2005, teve ainda seu mandato cassado por 313 votos contra 156 e perdeu seus direitos políticos por oito anos.  

Para apoiar o governo de Michel Temer, ele indicou sua filha, a ex-deputada Christiane Brasil para ocupar o Ministério do Trabalho. Mas a nomeação foi barrada pela Justiça e Jefferson acabou desistindo de indicar sua filha ao posto diante do desgaste.

Como se não bastasse, a Procuradoria-Geral da República denunciou ele e Christiane por integrar uma organização criminosa com atuação num esquema corrupto de registros sindicais ilegais no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Leia mais:  Morre no Rio de Janeiro aos 92 anos, o tetracampeão do mundo Zagallo

Como se não bastasse, a Procuradoria-Geral da República denunciou ele e Christiane por integrar uma organização criminosa com atuação num esquema corrupto de registros sindicais ilegais no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Por Hora do Povo

Tags: MENSALÃO
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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